domingo, 24 de janeiro de 2016

Plutão e a New Horizons

PLUTÃO
da página da BBC-BRASIL
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese

Sonda da Nasa se aproxima de Plutão após 9 anos de voo
Jonathan Amos / Correspondente de Ciência da BBC News
25 janeiro 2015

Representação da sonda New Horizons,
que se aproxima de Plutão e fará fotos inéditas do planeta anão

Uma sonda da Nasa começará a fotografar Plutão após viajar 5 bilhões de quilômetros em nove anos para chegar ao planeta anão.

A missão está sendo anunciada como o último grande encontro na exploração planetária e será uma das primeiras oportunidades de estudar o planeta anão de perto. Como a sonda ainda está a 200 milhões de quilômetros de distância, Plutão dificilmente será perceptível nas imagens - apenas um pontinho de luz contra as estrelas.

Mas as imagens são fundamentais para um posicionamento mais perto da sonda New Horizons, da Nasa, que fará um sobrevoo em 14 de julho, e a equipe da missão diz que essa visão é necessária para ajudar a alinhar a nave espacial corretamente para o seu sobrevoo.

Uma complicação é que os sete diferentes instrumentos a bordo da nave precisam trabalhar em diferentes distâncias para obter seus dados. Para tanto, a equipe construiu um elaborado programa de observação.

Isto significa que todo o tempo terá que ser bem preciso para garantir que o sobrevoo ocorra sem problemas. A abordagem mais próxima de Plutão será realizada em 14 de julho, a uma distância de cerca de 13.695 km da superfície.

Os planejadores de missão querem que os horários exatos sejam executados com ma tolerância de 100 segundos. A New Horizons saberá, então, para onde e quando apontar os instrumentos.


Diversos ângulos de Plutão capturados pelo telescópio Hubble

Para aqueles que cresceram com a ideia de que havia "nove planetas", este é o momento em que o conjunto ficará completo. Sondas já estiveram em todos os outros, até mesmo nos distantes Urano e Netuno. Plutão é o último entre os "clássicos nove" a receber uma visita.

Apesar de Plutão, uma rocha de 2,3 mil km coberta de gelo, ter sido rebaixado em 2006 para a condição de "planeta anão", cientistas dizem que o entusiasmo continua o mesmo.

Os anões são a classe planetária mais numerosa do Sistema Solar, e a sonda New Horizons é uma das primeiras oportunidades de estudar um deles de perto. O primeiro conjunto de imagens de navegação não deverá ser nada especial. Mas ,em maio, a sonda estará enviando imagens melhores do que qualquer outra tomada pelo Hubble.

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Missão da Nasa envia imagens inéditas de
Plutão com uma de suas luas
5 fevereiro 2015

Previsão é de que missão New Horizons chegue a Plutão em julho

A sonda robótica New Horizons, da Nasa, enviou as primeiras imagens de Plutão e sua lua gigante, Charon. São as primeiras fotos enviadas desde que a missão da Nasa começou sua contagem regressiva para chegar perto do planeta anão em julho.

Plutão e seu satélite aparecem como manchas brancas nas fotos, que foram tiradas de uma distância de 200 milhões de quilômetros. Mas em maio, a missão New Horizons deverá enviar fotos melhores do planeta anão – que está a 5 bilhões de quilômetros da Terra.

Por enquanto, não há muitas descobertas ou conclusões científicas que possam ser feitas com essas fotos iniciais. A principal utilidade das imagens é garantir que a sonda esteja alinhada corretamente para o encontro histórico marcado para pouco mais de cinco meses, quando a sonda chegará perto de Plutão.

Os controladores da missão agora conduzirão uma série de pesquisas óticas de navegação. Eles querem garantir que a New Horizons não esteja indo, por engano, na direção de algum detrito próximo ao sistema de Plutão – especialmente, quando a sonda viaja a 13 km/s.

Plutão e a lua são apenas as manchas brancas
registradas pela sonda a 200 milhões de km do planeta anão

Fotos
A Nasa divulgou as fotos de Plutão justamente no 109º aniversário de Clyde Tombaugh, que descobriu o distante mundo gelado em 1930. O astrônomo americano morreu em 1997, mas sua filha, Annette Tombaugh, comentou: "Meu pai ficaria encantado com a New Horizons". "Ver de verdade o planeta que ele descobriu e descobrir mais sobre ele, ver as luas de Plutão….ele ficaria realmente muito surpreso." "Tenho certeza que teria significado muito para ele se estivesse vivo hoje."

Acredita-se que Plutão tenha cinco luas. Nas novas imagens divulgadas pela Nasa, apenas Charon, uma das maiores, aparece em um décicmo de segundo de exposição. Exposições mais longas captadas ao longo do tempo devem revelar outros satélites de Plutão.

A imagem dessa página foi tirada por um dos principais telescópios da missão New Horizons, o New Horizons' Long-Range Reconnaussance Imager (LORRI). Em uma aproximação maior a Plutão, que deverá ocorrer em 14 de julho, segundo as previsões, ele será capaz de captar detalhes da superfície do planeta de menos de 100 m por pixel.

Plutão é o último dos "nove planetas clássicos" visitados por uma nave espacial. Em 2006, ele foi reclassificado como "planeta anão" pela União Astronômica Internacional. Esses "pequenos mundos" são a classe mais numerosa de planetas no sistema solar.

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Foto inédita mostra ‘coração’ na superfície de Plutão
Jonathan Amos / Correspondente de Ciência da BBC News
9 julho 2015

A imagem de 7 de julho sobrepõe registros de duas câmeras da New Horizons

Após viajar nove anos e quase cinco bilhões de quilômetros, a sonda espacial New Horizons começou nesta semana a aproximação final a Plutão, revelando as melhores imagens já feitas de um dos planetas mais distantes do Sistema Solar.

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quarta-feira o registro feito no dia anterior pela New Horizons, quando a sonda estava a "apenas" oito milhões de quilômetros de Plutão. Nesta quinta, a sonda chegaria a seis milhões de quilômetros, rumo ao ponto de maior aproximação (12,5 mil km), passagem histórica prevista para 14 de julho.

Essa última imagem foi o primeiro registro enviado após a sonda entrar inesperadamente em modo de segurança, no último dia 4, e perder o contato com a Terra. O "rosto" de Plutão visto na imagem é, em grande parte, o que será examinado de perto na próxima semana. Inclui uma ampla área escura próxima à linha do Equador de Plutão, conhecida informalmente por cientistas como "a baleia", e uma área clara em formato de coração com cerca de 2.000 km.

Planeta estranho
Na aproximação final, a sonda New Horizons ficará a apenas 12,5 mil km da superfície de Plutão. Sua câmera de alta resolução Lorri (Long Range Recconnaissance Imager) deverá então captar imagens de resolução até 500 vezes superior aos últimos registros.

A câmera Lorri é responsável pela imagem mostrada nesta página, mas as informações sobre cores foram fornecidas pela outra câmera da sonda, a Ralph. "As imagens ainda estão um pouco borradas, mas são, de longe, as melhores que já vimos de Plutão, e vão só melhorar", afirmou John Spencer, do instituto de pesquisa SxRI (Southwest Research Institute), de Colorado, um dos parceiros da Nasa na empreitada.

"Nesse momento as imagens revelam apenas que Plutão é um planeta realmente esquisito. Ele tem algumas áreas muito escuras, outras extremamente claras, e não sabemos nada sobre o que são ainda", afirmou Spencer ao programa Newshour, da BBC.

Spencer e seus colegas acreditam que a área mais clara pode estar coberta por monóxido de carbono congelado e que a mancha escurecida possa ser um depósito de hidrocarbonetos, queimados na atmosfera de Plutão por raios cósmicos e radiação ultravioleta.

Mas por ora tudo não passa de palpite. "Teremos registros 500 vezes melhores na próxima terça, quando teremos nossa passagem mais próxima", disse Spencer. Na aproximação final, a New Horizons estará viajando a quase 14km por segundo – muito rápido para entrar em órbita. A sonda fará um voo automático de reconhecimento, coletando o máximo de imagens e dados ao passar pelo planeta de 2.300 km de diâmetro e suas cinco luas conhecidas: Charon, Styx, Nix, Kerberos e Hydra.

O sistema de Plutão tem cinco luas conhecidas

A missão ocorre durante o 50º aniversário da primeira passagem bem sucedida de uma sonda norte-americana por Marte, feita pela Mariner 4. A New Horizons irá coletar 5.000 vezes mais informações do que a Mariner conseguiu quando passou pelo planeta vermelho.

Um dos grandes desafios da missão a Plutão é enviar toda a informação de volta até a Terra. A distância é enorme, o que torna o ritmo de envio dos dados muito lento. Serão ao menos 16 meses para encaminhar todos os dados científicos a serem reunidos nos próximos dias.

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Plutão é maior do que se pensava, revela sonda da Nasa
Jonathan Amos / Correspondente de Ciência da BBC News
13 julho 2015

Sonda já ajudou a responder uma das perguntas
mais básicas sobre o planeta anão: seu tamanho.

Plutão acaba de se revelar um pouco maior do que se pensava, com um diâmetro de 2.370 km – quase a distância entre São Paulo (SP) e Maceió (AL). Em aproximação final ao planeta anão, a sonda New Horizons, da Nasa (a agência espacial norte-americana), fez a medição.

O resultado confirma o status de Plutão como o maior objeto já detectado na região periférica do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper. Viajando há nove anos, a sonda não-tripulada deverá enviar um verdadeiro tesouro de imagens e informações inéditas sobre Plutão – a aproximação maior será nesta terça-feira. É provável que os dados coletados possam refinar as informações sobre as dimensões do planeta anão.

Consequências
A nova medição traz uma série de implicações. A primeira é revelar que Plutão é menos denso do que se imaginava, com um volume de gelo possivelmente maior em seu interior.

O dado também altera a estimativa de propriedades da sua atmosfera, já que o objeto contido por ela é agora considerado maior. A troposfera, camada mais baixa da atmosfera, também pode ser mais fina. Mas talvez a principal consequência seja a novidade para os fãs de Plutão, porque finalmente resolve o debate sobre qual planeta anão é maior: Plutão ou Éris.

A lua Charon (à esq.) tem 1.206 km de diâmetro,
e Plutão aparece bem avermelhado nas imagens da sonda.

A descoberta de Éris, em 2005, e a comparação dos diâmetros foram responsáveis, em parte, pelo "rebaixamento" de Plutão à categoria de planeta anão, em 2006. No entanto, a nova informação indica que Plutão é maior, ainda que só por 30 quilômetros de diâmetro.

Um dos motivos para a incerteza sobre a dimensão de Plutão sempre havia sido a presença de atmosfera. Como a camada gasosa que envolve Éris é menor, havia mais segurança sobre o tamanho do objeto, enquanto o diâmetro de Plutão sempre foi alvo de suposições.

"Antes da (sonda) New Horizons, calculávamos um raio de 1.150 km a 1.200 km (para Plutão). E o que descobrimos é que Plutão está quase no topo desse intervalo", afirmou Alan Stern, hefe dos pesquisadores do projeto.

Reta final
A sonda irá passar a apenas 12,5 mil km da superfície de Plutão às 8h50 (horário de Brasília) desta terça-feira. A espaçonave ficará sem contato com a Terra quando isso ocorrer. Tudo o que os controladores da missão poderão fazer será esperar um sinal da sonda confirmando o "encontro" e a coleta de informações. Essa mensagem deverá ser enviada às 21h53 de terça.
A New Horizons continuará a enviar dados durante a aproximação. Imagens selecionadas estão sendo processadas para divulgação pública, e cada novo registro mostra o planeta com maior nitidez.

Os últimos registros incluem imagens da maior lua de Plutão, Charon. Essas novas imagens mostram abismos e crateras de forma clara, bem como o misterioso polo escuro dessa lua. Cientistas afirmam que essa foi uma das principais surpresas reveladas pela New Horizons até agora, ao lado dos contrastes entre Plutão e sua maior lua.

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5 coisas surpreendentes sobre missão da Nasa a Plutão
BBC Mundo
14 julho 2015

Visita histórica da sonda promete revelar detalhes
do último dos planetas 'clássicos' ainda não explorados

Após uma espera de nove anos e meio, uma das missões mais ambiciosas da exploração espacial deve cumprir seu objetivo. Essa manhã, às 11h49 GMT (7h49 no horário de Brasília), a sonda New Horizons, da Nasa, se tornará a primeira a visitar Plutão.

A expectativa é a de que essa viagem ao planeta anão possa oferecer uma visão mais completa de uma região completamente inexplorada do nosso Sistema Solar. Na véspera, uma medição feita pela sonda não-tripulada revelou que Plutão é um pouco maior do que se pensava, com um diâmetro de 2.370 km – quase a distância entre São Paulo (SP) e Maceió (AL).

Veja outras cinco informações que fazem dessa uma missão espacial sem precedentes.

1. Por que vale a pena viajar a Plutão?
Para começar, esse é o último dos nove planetas "clássicos" a ser visitado por uma missão espacial. Ainda que, em 2006, Plutão tenha sido rebaixado de planeta para a categoria inferior de planeta anão, esse enigmático habitante dos confins gélidos do Sistema Solar tem muito a dizer.

Sonda já ajudou a responder uma das perguntas 
mais básicas sobre o planeta anão, seu tamanho

Se espera que Plutão, que orbita a uma distância ao cerca de 5,9 bilhões de quilômetros do Sol, ofereça uma visão mais completa de uma região completamente inexplorada do nosso sistema.
Ela é tão distante que nem mesmo o telescópio Hubble conseguiu obter detalhes desse corpo celeste descoberto em 1930.

2. O que essa missão espera descobrir?
Em seu ponto mais próximo, a New Horizons estará a cerca de 12.500 quilômetros da superfície de plutão. Suas fotos revelarão se há elevações e depressões profundas em sua superfície ou se sua topografia é mais ondulada.

A sonda detectou sinais de uma capa polar. Plutão é tão frio que o nitrogênio que respiramos na Terra existe ali em forma de gelo, mas é possível que uma tênue atmosfera de nitrogênio envolva o planeta. Se isso se comprovar, a sonda resgatará uma amostra e medirá o quanto o planeta anão está liberando ao espaço.

A expedição também poderá revelar a presença de outras substâncias químicas: ainda que o neon seja um gás na Terra, pode se encontrar de forma líquida em Plutão, quem sabe até mesmo fluindo em rios sobre a superfície.


Na atmosfera, o nitrogênio poderia cair como se fosse neve. Outra pergunta feita pelos cientistas é por que muda tanto o brilho de Plutão, muito mais do que qualquer outro planeta. Um olhar mais próximo pode revelar características planetárias nunca vistas. E, por último, espera-se obter mais informações sobre Caronte, a maior lua de Plutão e de seus outros quatro satélites: Estigia, Nix, Cerberos e Hidra.

3. O que a sonda está fazendo exatamente?
A sonda não vai pousar em Plutão, vai apenas sobrevoá-lo a uma velocidade de 50 mil quilômetros por hora – a maior velocidade já alcançada por uma sonda espacial.

Ela terá apenas algumas horas para tirar fotos e fazer medições. Como há uma demora de cerca de quatro horas e meia até que o sinal chegue a Plutão, as instruções da sonda estão pré-programadas. Uma vez que esteja no endereço correto, terá início uma sequência automática para se tomar medidas.

A sonda enviará à Terra imagens de Plutão em alta definição, mas essa informação vai demorar a chegar até nós. Se tudo sair como está previsto, as primeiras imagens chegarão na madrugada de quarta-feira. No total, levará 16 meses até que toda a informação arrecadada durante a missão chegue à Terra. Depois de passar por Plutão, a sonda continuará sua viagem até um objeto menor do cinturão de Kuiper. O tempo estimado para chegar nessa área é de quatro anos.

4. O que a sonda leva a bordo?
A sonda conta com sete instrumentos que não apenas servem para investigar detalhes do planeta – como do que é feita a atmosfera -, mas também servem de backup caso haja falhas.

Além do mais, a sonda leva uma grande quantidade de "coisas inúteis", segundo Jim Green, diretor de Ciências Planetária da Nasa.

Parte das cinzas de Clyde Tombaugh, que descobriu Plutão,
em 1930, está a bordo da sonda

Na lista, há coisas como um CD com o nome de 434 mil pessoas que responderam a um pedido de "Envie seu nome para Plutão", além de algumas moedas e um selo americano de 1991 onde se lê "Plutão: ainda inexplorado". O mais curioso, no entanto, talvez seja uma urna com cinzas de Clyde Tombaugh, o homem que descobriu a existência de Plutão, há 85 anos.

5. Qual a possibilidade de a missão fracassar?
Se se deparar com as nuvens de partículas geradas por impactos com as luas de Plutão, isso pode danificar a nave. Por essa razão, a sonda enviará dados à medida que se aproxima do planeta.

Assim, os cientistas terão o que analisar se a sonda for afetada de alguma maneira. Mas a verdade é que isso é muito pouco provável, segundo a equipe responsável pela missão. Em todo caso, a sonda foi criada para ter um nível elevado de autonomia. Em caso de problemas, ela tem a capacidade de se recuperar e seguir adiante com a missão.

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Imagens revelam montanhas de gelo em Plutão
Paul Rincon / Editor de Ciência da BBC News
15 julho 2015

Cientistas dizem ter feito descoberta geológica
a partir de imagens de Plutão enviadas por sonda

Plutão tem montanhas feitas de gelo que são tão altas como as Montanhas Rochosas nos Estados Unidos, segundo revelam imagens da sonda New Horizons, da Nasa, divulgadas nesta quarta-feira. As fotos também mostram sinais de atividade geológica em Plutão e sua lua Caronte.

Cientistas apresentaram as primeiras imagens capturadas pela sonda New Horizons durante sobrevoo histórico sobre o planeta anão. A espaçonave sobrevoou o planeta anão na terça-feira, a 12.500 quilômetros da superfície, recolhendo grande quantidade de dados.

O cientista John Spencer disse a jornalistas que uma imagem da superfície de Plutão mostra que a área foi transformada por um processo geológico – como o vulcanismo – nos últimos 100 milhões de anos. Não encontramos nenhuma imagem de cratera de impacto. Isso significa que deve ser uma superfície muito jovem", disse.

Essa geologia ativa precisa de uma fonte de calor. Isso só havia sido visto antes em luas geladas, onde pode ser explicado pelo "aquecimento de marés" causada por interações gravitacionais com o planeta principal. "Você não precisa de aquecimento de marés para dar força a aquecimentos geológicos em corpos de gelo. Essa é uma descoberta importante que fizemos nesta manhã", disse Spencer.

Outra cientista, Cathy Olkin, afirmou: "Isso excede o que procurávamos". A mesma imagem mostra montanhas no limite da região que chegam a 3.300 metros de altura – e que foram compradas pelos cientistas às Montanhas Rochosas nos Estados Unidos. John Spencer disse que o metano e o nitrogênio gelados que revestem a superfície de Plutão não eram fortes o suficiente para formar montanhas, então elas seriam provavelmente formadas pela base de rochas, água e gelo de Plutão. "Água congelada nas temperaturas de Plutão é forte o suficiente para sustentar grandes montanhas", disse.

Sonda espacial mandou à Terra apenas uma
pequena parte de dados coletados sobre Plutão

O time de pesquisadores também batizou uma região proeminente, em formato de coração, com o nome Tombaugh Regio, em homenagem ao astrônomo Clyde Tombaugh, que descobriu Plutão em 1930.

As novas imagens aproximadas da lua Caronte revelaram um abismo de até 9,6 quilômetros e também indícios de renovação da superfície. "Originalmente eu pensei que Caronte teria um terreno antigo coberto de crateras", disse Olkin. "Indo de nordeste para sudoeste há uma série de valas e penhascos. Eles se estendem por 960 quilômetros pela lua", disse.

Uma região escura no polo da lua tem aparência vermelha e foi chamada informalmente de Mordor, em referência aos livros da série Senhor dos Anéis, de J.R.R Tolkien.

A primeira foto de boa resolução de Hydra, a pequena lua de Plutão, revela um corpo alongado com uma superfície predominantemente feita de água congelada. Os cientistas estima que ela tenha 43 quilômetros por 33. A foto contém poucos pixels porque a lua é muito pequena e distante. A New Horizons tirou a foto a 650 mil quilômetros.

Todas essas imagens foram captadas em uma resolução muito mais alta do que qualquer outra obtida até então. A equipe da missão da New Horizons disse que apenas uma pequena parte do total de dados obtidos foi enviada de volta à Terra.

Parte da razão disso é que a sonda continua a fazer observações do lado escuro de Plutão.
O objetivo da missão é continuar a olhar para Plutão durante outras duas rotações completas – que correspondem a 12 dias na Terra.

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Cientista que 'matou' Plutão diz não se arrepender
Pallab Ghosh / Repórter de ciência da BBC News
16 julho 2015


O professor Mike Brown diz não se incomodar em ser chamado de "assassino de Plutão" se isso contribui para a compreensão do Sistema Solar

As imagens e descobertas da sonda da Nasa New Horizons vêm reforçando os apelos para que Plutão volte a integrar o clube de planetas – do qual foi expulso sem cerimônias em 2006.

No entanto, o professor Mike Brown, da universidade Caltech (Califórnia), conhecido como "o homem que matou Plutão", disse à BBC que os que pedem que o planeta volte ao clube parem de viver no passado.

"As pessoas que a gente mais ouve pedindo a reinstalação do planeta são aquelas envolvidas na missão (New Horizons). Entendo que seja emocionalmente difícil para eles", disse. "Eles querem que Plutão seja um planeta porque querem voar para lá. Mas seria bem melhor se aceitassem a realidade de que ele não é um planeta e ficassem empolgados com o fato de que estão indo para um novo tipo de objeto no Sistema Solar."

Golpe de misericórdia
Os pedidos para que Plutão fosse rebaixado começaram após outro objeto no Cinturão de Kuiper ter sido descoberto em 1992. Alguns argumentavam que Plutão era simplesmente o primeiro corpo celeste encontrado nesta pouco explorada área do Sistema Solar.

Imagens de Plutão enviadas pela New Horizons estão revelando detalhes sobre a topografia do planeta anão

No entanto, o golpe de misericórdia foi dado pelo professor Brown, com sua descoberta do planeta anão Eris, em janeiro de 2005. Era como Plutão, mas como uma massa maior. Essa foi uma das descobertas que fez com que a União Astronômica Internacional (UAI) criasse uma comissão para reavaliar a definição de planetas.

Assim, em 2006, a UAI teve que decidir se admitia Eris, e outros pequenos mundos como Ceres, ou se expulsava Plutão. Era preciso escolher um ou outro – manter o status quo não era possível. Brown argumenta que a se a UAI tivesse decidido manter Plutão como um planeta e admitisse Eris, a organização eventualmente teria de considerar a candidatura de centenas, talvez milhares, de outros aspirantes a planetas.

"Não há outra maneira de categorizar os Sistema Solar além de descrevê-lo como tendo oito objetos dominantes, que são os planetas que conhecemos. Não há nenhuma vantagem em se manter Plutão e em classificá-lo como um dos planetas maiores, porque ele simplesmente não é."

Então como o professor Brown reagiu quando soube que Plutão havia sido rebaixado? 
Foi um momento de alegria ou ele foi tomado pela culpa?
Ele compara o episódio a um assassinato a sangue frio, um ato de misericórdia que era necessário para o bem da ciência. "Para mim, estava claro já fazia alguns anos que Plutão estava classificado de maneira errada. Então, fiquei bem feliz com a ideia (da demoção de Plutão) de que agora poderíamos voltar e corrigir esses erros", disse.

Sem arrependimentos
Mas o rebaixamento de Plutão continua polêmico. Muitos cientistas afirmam que ele deve permanecer como planeta, argumentando que ele parece um planeta, se comporta como tal e vem sendo considerado um há três quartos de século.

Isso, no entanto, não muda a opinião do professor Brown. "Não, nenhum arrependimento. Mas fico triste com os acontecimentos desta década desde a demoção de Plutão. Gostaria que as pessoas tivessem aceitado o novo status de Plutão como uma parte interessante do Cinturão de Kuiper, em vez de ficar discutindo se é um planeta ou não", disse.

Se há alguns anos Mike Brown reagia com certa ironia ao ser cumprimentado como "o homem que matou Plutão", hoje em dia ele parece gostar do apelido. Chegou até a usá-lo seu site e em seu livro "How I killed Pluto and why it had it coming" (Como eu matei Plutão e por que ele mereceu, em tradução livre).

Ele me disse que o título era pra ser uma brincadeira inteligente, mas que ninguém entendeu na época. "Eu pensei que achariam engraçado falar em matar Plutão, porque ele era o deus do mundo inferior (dos mortos, na mitologia grega), mas ninguém entendeu", isse Brown. "Era algo forte, para chamar atenção. E isso é importante em termos de educação. 

Quero que as pessoas entendam o que o Sistema Solar é exatamente. E, se ficar me chamando de "assassino de Plutão" ajudar nisso, aceito o apelido de bom grado."

Mensagens raivosas
O professor conta que ainda recebe mensagens raivosas no Twitter sobre Plutão – na grande maioria, de pessoas que aprenderam na escola que ele era um planeta.


Para o cientista, seria mais interessante estudar um novo tipo de objeto do que um planeta excêntrico nos confins do Sistema Solar

Mas ele conta que as crianças que cresceram sabendo que Plutão não é um planeta aceitam a ideia sem problemas. Por isso, ele acredita que a polêmica vai morrer. "Acreditava-se que o Sol e a Lua eram planetas também, mas isso foi superado há muito tempo. Acho bem mais interessante termos um novo tipo de objeto para estudar do que um planeta excêntrico no fim do Sistema Solar."

"Espero que depois da New Horizons essa discussão chegue ao fim e que a gente possa começar a falar sobre Plutão e sobre o que aprendemos sobre o restante do Cinturão de Kuiper."

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Por que a passagem da sonda por Plutão deixou cientistas de queixo caído
Laura Plitt / Da BBC Mundo
16 julho 2015

Novas imagens em alta resolução permitem
ver claramente a topografía acidentada de Plutão

"Eu pensava que esta missão poderia terminar como uma das mais chatas do mundo, e que Plutão acabaria sendo como nossa Lua ou Mercúrio, um planeta cheio de crateras em que nada acontece", afirmou à BBC Nigel Henbest, astrônomo britânico da Universidade de Leicester e conhecido divulgador científico.

"Ficamos todos de queixo caído com o que vimos, toda a atividade nesses mundos (Plutão e suas luas), mas ainda não temos ideia do que está realmente ocorrendo ali."

A região em forma de coração é chamada de Região
de Tombaugh, em homenagem ao descobridor do planeta anão

Henbest fala com paixão sobre a paisagem de montanhas geladas, sem crateras e com evidências de processos geológicos encontrada no planeta anão nos confins do Sistema Solar.

Sua surpresa é compartilhada pelo restante da comunidade científica que, graças à sonda New Horizons da Nasa (agência espacial americana) que sobrevoou Plutão em 14 de julho, pode, pela primeira vez, conferir imagens em alta resolução do planeta.

A geografia dinâmica e variada revelada pelas imagens muda a perspectiva que tínhamos sobre esse corpo celeste desde seu descobrimento, há 85 anos. E essas informações também podem trazer respostas sobre como se formam os planetas e, inclusive, sobre as origens de alguns elementos fundamentais da vida. Um dos traços que mais surpreendeu os pesquisadores é a topografia acidentada de Plutão.

A topografia de Caronte, maior lua de Plutão, surpreendeu os pesquisadores

As imagens mostram montanhas nos extremos da região que tem forma de coração – batizada informalmente como Região de Tombaugh, em homenagem ao descobridor de Plutão, Clyde Tombaugh – com cerca de 3.300 metros, altitude superior à dos Alpes na Europa ou à das Montanhas Rochosas no oeste dos Estados Unidos.

"E pode ser que existam montanhas mais altas em outra parte", explica John Spencer, um dos pesquisadores da missão. Segundo Spencer, a capa relativamente fina de metano, monóxido de carbono e nitrogênio congelado que cobre a superfície do planeta anão é forte o suficiente para formar montanhas.

Por isso os cientistas acreditam que elas se formaram com a água congelada do subsolo, já que o gelo se comporta como rocha sob as temperaturas gélidas de Plutão. Curiosamente, as observações feitas do planeta desde a Terra não haviam detectado sinais de água gelada.

Essa teoria poderá ser corroborada pelas medições feitas por sete equipamentos a bordo da New Horizons, cujos resultados irão chegar ao centro de controle de Maryland (EUA) nos próximos 16 meses. "Podemos estar certos de que existe água em abundância", avalia de antemão Alan Stern, chefe da missão.

Ausência de crateras
Nada de crateras. Essa foi a segunda grande surpresa que a missão trouxe aos cientistas.


A sonda New Horizons demorou 9 anos e meio para 
chegar a Plutão, passando por todo o Sistema Solar

As crateras permitem aos astrônomos determinar a idade de uma superfície: se é muito antiga terá marcas deixadas por impactos de colisões e se for mais nova será mais lisa, já que a formação recente apaga as impressões anteriores. As novas imagens, apontou Stern, mostram um terreno que parece ter passado por processos vulcânicos ocorridos nos últimos 100 milhões de anos.

Isso implicaria numa idade extremamente jovem para a superfície, se considerarmos que o Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos. Tal atividade geológica demanda alguma fonte de calor. Isso foi visto antes apenas em luas congeladas, onde tais processos se explicam pelas "marés de calor" causadas por interações gravitacionais com o planeta mais próximo.

"Marés de calor não são imprescindíveis para gerar calor geológico em corpos congelados. Essa foi uma descoberta importante que fizemos nesta semana", afirmou Spencer.

Mais gelo e menos rocha
Plutão se localiza no Cinturão de Kuiper, uma zona periférica do Sistema Solar onde o Sol deixa de influenciar os corpos celestes que o rodeiam. O tamanho de Plutão também não era o que se pensava: demonstrou ter alguns quilômetros a mais de diâmetro, agora definido em 2.370 km, o que equivale a aproximadamente dois terços do tamanho de nossa Lua.

Isso quer dizer que Plutão tem mais gelo e menos rochas abaixo de sua superfície do que se pensava. A falta de precisão na medição de Plutão desde a Terra ocorre porque, em primeiro lugar, o corpo celeste está muito longe daqui (4,8 bilhões de km). E também porque sua atmosfera cria reflexos capazes de confundir o telescópio terrestre mais avançado.

E existe neve no planeta gelado? Os sensores da New Horizons detectaram que a fina atmosfera de nitrogênio se estende até o espaço, e pesquisadores acreditam que ela possa gerar flocos que atinjam a superfície antes de evaporar na atmosfera.

Caronte
As surpresas não acabam em Plutão. Caronte, sua maior lua, também deixou cientistas perplexos.

A lua Caronte tem cânions tão grandes como
o Grand Canyon no oeste dos EUA

As imagens mostram penhascos tão profundos como o do Grand Canyon, no oeste dos Estados Unidos. "Pensava que Caronte poderia ter um terreno antigo coberto de crateras… mas ficamos boquiabertos quando vimos a nova imagem", explicou Cathy Olkin, cientista da missão, citando uma cadeia de desfiladeiros de 800 km.

Até agora os pesquisadores contam apenas com uma parte ínfima dos dados que a sonda já recolheu. Certamente, ao longo desses 16 meses em que toda a informação será enviada, continuaremos a ser presenteados com surpresas e imagens maravilhosas.

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Novas fotos de Plutão mostram 'mar' de névoa em horizonte e revelam 'tesouros'
Paul Rincon / Editor de Ciência da BBC News
18 setembro 2015

Luz solar do fundo destaca camadas
da atmosfera de Plutão e terreno diverso

Novas imagens capturadas pela da sonda New Horizons, da Nasa, mostram uma névoa de baixa altitude em Plutão, evidência adicional da existência, no planeta-anão, de um fenômeno semelhante ao ciclo de água na Terra, mas envolvendo tipos exóticos de gelo, segundo cientistas.

As dezenas de camadas de névoa na atmosfera vão desde a superfície a uma altura de até 100 km. As imagens também oferecem vistas deslumbrantes do terreno do planeta, incluindo suas montanhas e planícies.

"Esta imagem é um tesouro científico, revela novos detalhes sobre a atmosfera de Plutão, montanhas, geleiras e planícies", disse Alan Stern, cientista-chefe da missão. "Ela (a imagem) realmente te faz sentir que você está lá, em Plutão, analisando a topografia por você mesmo".

Cientistas disseram que imagens mostram que
Plutão tem características semelhantes a da Terra

As fotos foram feitas quando a New Horizons passou por Plutão em 14 de julho, a 12,5 mil km de distância. A sonda iniciou, no início deste mês, a transmissão de dados coletados no período de um ano, permitindo que cientistas retomem a análise da topografia e atmosfera do planeta.

A imagem também mostra algo como um baixo nevoeiro iluminado pelo sol contra o lado escuro de Plutão. "Além de ser visualmente impressionante, este baixo nevoeiro sugere a mudança do tempo de um dia para o outro em Plutão, tal como acontece aqui na Terra", disse Will Grundy, cientista da missão, do Observatório Lowell, do Arizona.

Junto com outras observações, a imagem aponta para um ciclo hidrológico parecido com o da Terra envolvendo nitrogênio congelado e gelo macio. "Impulsionada pela fraca luz solar, isso seria diretamente comparável com o ciclo hidrológico que alimenta as calotas de gelo na Terra, onde a água é evaporada dos oceanos, cai como neve, e retorna para os mares através de fluxo glacial", disse Alan Howard, membro da equipe, da Universidade da Virgínia, em Charlottesville.

Segundo Stern, "Plutão é surpreendentemente parecido como a Terra nesta questão, e ninguém esperava isso". Fotos do planeta-anão divulgadas na semana passada pela Nasa revelaram um campo com cristas alinhadas, semelhante a dunas.

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Nasa encontra água congelada e céu azul em Plutão
8 outubro 2015

'Quem poderia esperar que haveria um céu azul no Cinturão de Kuiper? Isso é maravilhoso', disse pesquisador da Nasa, Alan Stern.

Depois de ter anunciado evidências de água líquida encontradas em Marte, a Nasa (agência espacial americana) revelou nesta quinta-feira a presença de céu azul e água congelada em Plutão. A sonda New Horizons registrou a primeira imagem colorida de neblina envolvendo o planeta com uma coloração azul. Essa é a consequência da forma como a luz solar é dispersa pelas partículas de neblina, segundo os cientistas.

Além disso, a sonda detectou pequenas regiões de água congelada em Plutão, o que ainda está sendo estudado. "Grandes extensões de Plutão não mostram água congelada exposta diretamente na superfície", disse Jason Cook, especialista da Nasa.

"Porque aparentemente ela está mascarada por outros tipos de gelo mais voláteis pelo planeta. Entender por que a água aparece dessa forma e por que ela não aparece em outros lugares é um desafio."

'Céu azul'
Assim como a Terra, Plutão tem uma atmosfera predominantemente de nitrogênio. Mas é a interação do nitrogênio com os raios ultravioletas do sol, na presença de metano, que também está na atmosfera, que faz com que seja possível criar as partículas grossas que formam a neblina.

"Essa impressionante coloração azul nos fala muito sobre o tamanho e a composição dessas partículas", disse Carly Howett, integrante da missão New Horizons no Instituto de Pesquisa SwRI, no Colorado. "Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar em várias partículas minúsculas. Na Terra, essas partículas são moléculas de nitrogênio muito pequenas. Em Plutão, elas aparentemente são maiores – mas ainda relativamente pequenas. São partículas que chamamos 'tholins'".

O principal pesquisador da missão, Alan Stern, havia atiçado os fãs de Plutão nos últimos dias dizendo para eles esperarem algo "especial" nas imagens semanais que seriam divulgadas nesta quinta-feira. "Quem poderia esperar que haveria um céu azul no Cinturão de Kuiper? Isso é maravilhoso", disse ele, em um comunicado divulgado pela Nasa.

Mas se você estiver na superfície de Plutão e olhar para cima, o céu pareceria preto, na realidade, por causa da atmosfera rarefeita. "A neblina é bem fina, então você veria na maior parte a cor da névoa azul como amanheceres e entardeceres", disse Howett em entrevista à BBC.

Água congelada
Os pesquisadores da Nasa identificaram água congelada em várias regiões ao longo da superfície de Plutão. "Nós já esperávamos que haveria água congelada lá, mas estávamos procurando sinais por décadas e não havíamos encontrado nada até agora", tuítou Alex Parker, também do Instituto de Pesquisa SwRI.

Desde 14 de julho, a New Horizons já rondou mais de 100 milhões de km além de Plutão. E isso a coloca a 5 bilhões de km da Terra. Essa distância gigantesca faz com que demore mais para chegarem as informações da sonda. Demorará talvez mais um ano até que todas as informações estejam com a Nasa para serem estudadas.

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Foto inédita mostra minilua de Plutão
Jonathan Amos / Correspondente de Ciência da BBC News
23 outubro 2015

Kerberos tem um lóbulo duplo que pode ser
resultado da colisão de dois objetos

Uma imagem de uma das pequeninas luas de Plutão enviada pela sonda New Horizons, da Nasa, finalmente chegou à Terra.

A foto mostra que a luazinha Cérbero tem dois lóbulos, o que pode significar que dois corpos congelados colidiram e acabaram se unificando. Acredita-se que o maior lóbulo da Kerbero tenha 8 km de diâmetro. O menor tem cerca de 5 km. Styx, a outra pequena lua do sistema, tem um tamanho parecido.

Para efeito de comparação, a lua da Terra tem 3.476 km de diâmetro. Cientistas dizem que esses satélites são mais brilhosos do que o esperado. Corpos planetários normalmente escurecem com o tempo como resultado de mudanças químicas desencadeadas pela luz do Sul e pelo impacto de raios cósmicos.

Mas essas luas refletem cerca de 50% da luz que incide sobre elas, o que indica que sua cobertura de gelo é muito limpa.

Charon (embaixo) é o maior satélite de Plutão,
com 1.212 km de diâmetro

Cérbero orbita a cerca de 60 mil km de Plutão e é a que tem a segunda órbita mais externa entre as suas cinco luas. Ela fica entre Nix e Hydra, e fora das órbitas de Styx e Charon – lua dominante no sistema, que é muito maior que Kerberos.

A imagem recém-divulgada de Kerberos foi feita pela câmera Lorri, da New Horizons, a uma distância de 400.000km. A imagem agrega diversos registros e foi processada para recuperar o máximo possível de detalhes.

Planos
A New Horizons continua a enviar os dados recolhidos durante o sobrevoo feito em 14 de julho.

A sonda está se dirigindo para ainda mais longe – já está, agora, a 5 bilhões de km da Terra.
Esta semana, terão início as manobras para mudar sua trajetória. A Nasa pretende enviá-la para outro objeto do cinturão de Kuiper chamado 2014 MU69. Este encontro ocorreria em 2019. Mas, para isso, a Nasa precisa aprovar a proposta de extensão da missão – os cientistas devem fazer o pedido à agência ainda neste ano.

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Nasa identifica possíveis 'vulcões de gelo' em Plutão
Jonathan Amos / Correspondente de Ciência da BBC News
9 novembro 2015

Wright Mons, um dos dois possíveis "vulcões de gelo", foi localizado ao sul da planície de Sputnik

Dois possíveis "vulcões de gelo" foram identificados na superfície de Plutão. Eles foram localizados em imagens enviadas pela sonda New Horizons, que passou pelo planeta-anão em julho.

As montanhas têm alguns quilômetros de altura e dezenas de quilômetros de diâmetro. Enquanto os vulcões da Terra expelem rocha derretida, os de Plutão – se é isso mesmo que eles são – liberariam uma mistura gelada, parcialmente derretida, de substâncias como água, nitrogênio e metano.

O time responsável pela missão ainda precisa fazer mais análises para confirmar a descoberta.
Informações sobre a composição dos materiais que compõem o terreno local podem ajudar na tarefa.

Descoberta convincente
A New Horizons ainda não enviou todas as informações registradas durante o sobrevoo a Plutão. Até agora, apenas cerca de 20% de suas observações chegaram até a Terra.

Se o crio-vulcanismo for comprovado, será uma incrível descoberta. A ocorrência do fenômeno já havia sido sugerida em vários outros corpos do Sistema Solar exterior, mas sem nada convincente ser detectado.

Os dois candidatos a vulcões de Plutão foram encontrados a sul de Sputnik Planum, planície lisa no equador do planeta. Eles têm sido informalmente chamados de Wright Mons e Piccard Mons. Sua forma lembra, na Terra ou em Marte, a dos vulcões-escudo – extensos vulcões formados por repetidas erupções de fluídos de baixa viscosidade.

Comparação com Marte
Assim como suas supostas caldeiras, essas formações apresentam textura irregular em seus flancos, o que pode representar antigos “rios de lava gelada”. “É espantoso que, em toda a exploração que fizemos, as construções mais próximas disso na vizinhança estejam em Marte”, afirmou o professor Alan Stern, o investigador principal da missão New Horizons.

“Não vimos nada como isso em todos os mundos do Sistema Solar médio. É realmente incrível.”
Já se passaram 120 dias desde que a New Horizons fez seu histórico sobrevoo sobre o planeta-anão e suas luas. Desde então, a sonda já ultrapassou 140 milhões de km no Sistema Solar externo, a cerca de 5 bilhões de quilômetros da Terra.

Os responsáveis pela missão supervisionaram, na semana passada, o disparo do último dos quatro motores que colocaram a aeronave em seu curso em direção ao novo alvo, a ser alcançado em 2019.

O objetivo é chegar até um corpo gelado muito menor, chamado de 2014 MU69. A estimativa é que ele não tenha mais de 45 km de diâmetro, mas espera-se que a New Horizons se aproxime mais desse objeto do que ocorreu com Plutão – foram 12,5 mil km de distância.

No entanto, a equipe ainda não obteve, formalmente, os recursos da agência espacial norte-americana para operar a sonda até o 2014 MU69. O projeto científico para pleitear esse suporte financeiro deve ser submetido à Nasa no ano que vem.

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NOVO PLANETA

Cientistas dizem ter evidências de
novo planeta gigante no Sistema Solar


Simulação de computador indica como seria o novo planeta, que teria dez vezes a massa da Terra

Desde o rebaixamento de Plutão, o Sistema Solar passara a ter não mais nove, mas oito planetas. No entanto, a suposta existência de um novo planeta gigante pode fazer com que o número de planetas volte a ser o que se pensava.

Em um estudo publicado no periódico Astronomical Journal, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) dizem terem encontrado "evidências sólidas" de um nono planeta, com órbita estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste, na periferia do Sistema Solar. Apelidado de "Planeta Nove", ele ainda não foi visto, ou seja, então não é possível ter certeza de sua existência.

Mas as pesquisas indicam que tem uma massa dez vezes superior à da Terra e orbita o Sol a uma distância média 20 vezes superior à de Netuno, que fica localizado, em média, a 4,48 bilhões de quilômetros do Sol e é considerado atualmente o mais longínquo do Sistema Solar.

Quanto à distância média da Terra em relação ao Sol, a distância do novo planeta seria 597 vezes superior. Por isso, esse aparente novo planeta levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para realizar uma única órbita completa em torno do Sol.

Os pesquisadores Konstantin Batygin e Mike Brown se depararam com as primeiras pistas do "Planeta Nove" em 2014 e, desde então, usaram modelos matemáticos e simulações de computadores para chegar às conclusões de sua pesquisa. No entanto, ainda não conseguiram observá-lo diretamente. Só dois planetas foram descobertos desde os tempos antigos. Este seria o terceiro", disse Brown, em comunicado da Caltech. "É uma porção significativa de nosso Sistema Solar que ainda precisa ser descoberta. É muito empolgante."

Domínio gravitacional

O cientista ressalta que o novo planeta tem 5 mil vezes a massa de Plutão e, por isso, seria suficientemente grande para que sua classificação como planeta seja indiscutível. Plutão deixou de ser considerado um planeta em 2006. Isso porque o próprio Brown descobriu o planeta anão Eris no ano anterior. Eris tem as mesmas características de Plutão, mas possui uma massa maior.

Um comissão foi então criada pela União Astronômica Internacional (UAI) para reavaliar a definição de planetas. A UAI precisou decidir se aceitaria Eris e outros pequenos mundos, como Ceres, como planetas ou se excluiria Plutão. Optou-se pela segunda alternativa.

Diferentemente de outros corpos celestes considerados planeta anão, o "Planeta Nove" domina gravitacionalmente sua vizinhança do Sistema Solar - ou seja, segundo as pesquisas da Caltech, sua órbita não é influenciada diretamente por outros planetas, como é o caso de Plutão, por exemplo.

Na verdade, esse domínio alcançaria uma região maior do que qualquer outro planeta conhecido. Por isso, Brown afirma que ele seria o planeta do Sistema Solar que mais atende às características que definem esse tipo de corpo celeste.

Segundo os autores do estudo, a existência do "Planeta Nove" ajudaria a explicar uma série de fenômenos misteriosos que ocorrem com um conjunto de objetos congelados e destroços localizados além de Netuno, conhecido como Cinturão de Kuiper.

"A princípio, estávamos céticos de que este planeta poderia existir, mas continuamos a investigar sua órbita e o que isso significaria para a periferia do Sistema Solar e ficamos cada vez mais convencidos de que ele existe", diz Batygin, coautor do estudo.

"Pela primeira vez em mais de 150 anos, há evidências sólidas de que o censo planetário do Sistema Solar está incompleto."

Órbita do 'Planeta Nove' (em laranja) parece ser, segundo as pesquisas, estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste

Origem

Cientistas acreditam há tempos que o Sistema Solar começou com quatro núcleos planetários que captaram todo o gás que havia em torno deles e, assim, formaram os quatro planetas gasosos - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Ao longo do tempo, colisões e emissões os moldaram e os levaram até a posição em que eles se encontram hoje. "Mas não há por que não pensarmos que houve cinco núcleos em vez de quatro", diz Brown.

O "Planeta Nove" poderia ser esse quinto núcleo e, ao se aproximar demais de Júpiter ou Saturno, ter sido ejetado para sua órbita distante e excêntrica. Agora, os cientistas continuarão a aprimorar suas simulações e a estudar o "Planeta Nove" e sua influência na periferia do Sistema Solar. Também já começaram a buscar por sinais dele no céu, já que apenas sua órbita é conhecida, mas não sua localização exata.
"Adoraria encontrá-lo", diz Brown. "Mas também ficaria feliz se outra pessoa o encontrasse. É por isso que estamos publicando este estudo. Esperamos que pessoas se inspirem e comecem a buscá-lo."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160119_descoberta_nono_planeta_rb

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Imagens de Plutão

Nasa divulga primeiras
imagens de Plutão

Planeta anão é coberto por montanhas de gelo com altitudes superiores a 3,5 mil metros. Fotografias revelam mancha em forma de coração na sua superfície. Lua Caronte surpreende cientistas.

A Nasa divulgou nesta quarta-feira (15/07) as primeiras imagens de Plutão feitas pela sonda não tripulada New Horizons. As fotografias de alta resolução revelaram montanhas de gelo na superfície do planeta anão.

"A missão teve nove anos para criar expectativas sobre o que veríamos com a aproximação de Plutão e Caronte. Hoje, nós recebemos as primeiras amostras de tesouros científicos coletados durante momentos decisivos. E, eu posso dizer, elas superaram dramaticamente aquelas expectativas", afirmou o diretor associado da Nasa John Grunsfeld.

As imagens da região próxima a base do coração visto na superfície de Plutão revelaram uma cordilheira com picos que ultrapassam 3,5 mil metros de altitude. "A New Horizons já está enviando resultados incríveis. Os dados são absolutamente maravilhosos", afirmou o principal pesquisador da missão Alan Stern.

Imagens de alta definição mostram montanhas na superfície de Plutão

Pelas fotografias, estima-se que o planeta anão surgiu há cerca de, no máximo, 100 milhões de anos, sendo, assim, um dos mais jovens no sistema solar de 4,56 bilhões de anos. Dessa maneira, os cientistas acreditam que Plutão pode ainda ser ativo geologicamente.

Diferentemente de suas luas de gelo, Plutão não pode ser aquecido por interações gravitacionais com um corpo planetário maior, por isso, os cientistas acreditam que sua formação montanhosa deve ter sido ocasionada por outro processo.

Já as nítidas imagens da maior lua do planeta anão, Caronte, mostraram um terreno jovem e variado. Os pesquisadores se surpreenderam com a aparente falta de crateras. As fotografias também revelaram um cânion de cerca de sete a nove quilômetros de profundidade.

Superfície de lua Caronte é jovem e variada

Dados espectroscópicos apontaram ainda a presença abundante de metano congelado na superfície de gelo de Plutão. A concentração desse hidrocarboneto, no entanto, varia bastante entre as regiões.

Missão New Horizons
A sonda não tripulada New Horizons, da Nasa, alcançou o ponto mais próximo de Plutão, a 12.500 quilômetros do planeta anão, na terça-feira, depois de quase uma década de viagem. Esse é o destino final da turnê planetária pelo sistema solar da Nasa, que começou há 50 anos, na época do presidente John Kennedy.
A viagem da New Horizons iniciou-se no começo de 2006, quando Plutão ainda era classificado como um planeta. Meses depois foi rebaixado para planeta anão. A sonda já percorreu mais de 4,88 bilhões de quilômetros.

Fotografias mostram Plutão e sua lua Caronte

A New Horizons é a primeira sonda a passar por Plutão, e seus sete instrumentos científicos visam revelar detalhes da superfície, da temperatura, da geologia e da atmosfera do corpo celeste e de suas cinco luas, incluindo a maior delas, Caronte.

Pouco maior que um piano, New Horizons é a nave mais rápida já construída. Atualmente se desloca a uma velocidade de 49.570 quilômetros por hora. Ela é a primeira sonda a visitar um planeta inexplorado desde as missões Voyager da Nasa, lançadas na década de 1970.

A New Horizons mostrou também, segundo os cientistas, que o planeta anão é entre 20 a 30 quilômetros maior do que se pensava anteriormente, com um raio de 1.185 quilômetros.

Fonte: http://www.dw.com/pt/nasa-divulga-primeiras-imagens-de-plut%C3%A3o/a-18586465

sexta-feira, 20 de março de 2015

Superlua, eclipse total do Sol e equinócio de outono

Coincidência raríssima de três eventos astronômicos ocorre hoje

Superlua, eclipse total do Sol e equinócio de outono vão acontecer todos ao mesmo tempo nesta sexta-feira (20)

A última vez em que pudemos observar um eclipse solar total foi em novembro de 2013. O fenômeno acontece quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, bloqueando momentaneamente a passagem da luz. Nesta sexta-feira (20/3), alguns poucos lugares do mundo vão poder admirar o evento em sua totalidade. Mas o mais curioso é que outros dois acontecimentos astronômicos estão marcados para a mesma data: o equinócio de outono, momento do ano em que o dia e a noite têm a mesma quantidade de horas, e o perigeu lunar, ponto em que a órbita da Lua está mais próxima da superfície terrestre, causando as chamadas superluas.

Não que um fenômeno influencie os outros consideravelmente, mas coincidências celestes são sempre interessantes. Segundo o The Independent , as próximas vezes que um eclipse solar ocorrerá ao mesmo tempo em que um equinócio serão em 2053 e 2072.

Eclipse solar 

Na sexta-feira pela manhã, a enorme sombra em formato elíptico da Lua, que terá 463 quilômetros de comprimento por 150 quilômetros de largura, começará a ser projetada no Atlântico Norte, um pouco ao sul da Groenlândia. Ela vai seguir uma trajetória semelhante a um semicírculo, passando entre a Islândia e o Reino Unido e depois seguindo até o Polo Norte. No caminho, ela encobrirá as ilhas dinamarquesas Faroé e, em seguida, o arquipélago de Svalbard, que pertence à Noruega.

São as únicas povoações humanas que poderão ver 100% do eclipse. No entanto, outras localidades próximas também vão estar em condições favoráveis, sobretudo os países britânicos e nórdicos. Na Europa, em geral, será possível ver de 50 a 99% do diâmetro do Sol eclipsado, de acordo com a cidade. Esta tabela mostra dados detalhados, como horário e magnitude, para cada lugar. O norte da África e alguns locais da Ásia e Atlântico também poderão ver um pouco do evento (confira a tabela).

Apesar de não estarem na rota da sombra, os brasileiros ainda podem apreciar o eclipse através desta transmissão do site Slooh. Se você estiver em alguma área contemplada, lembre-se: nunca olhe para o Sol sem equipamentos de proteção! Isso pode causar danos permanentes à visão.


Superlua
 A órbita da Lua não é perfeitamente circular, por isso existe um ponto em que o astro fica consideravelmente mais próximo da Terra – fazendo com que pareça bem maior no céu. Quando o perigeu lunar coincide com a lua cheia, ocorrem as superluas, um evento muito bonito de se observar a olho nu. Infelizmente, no perigeu desta sexta-feira (20), o terceiro do ano, a Lua estará em fase nova, portanto não será visível. Ele ocorrerá 13,5 horas antes do eclipse, e a proximidade do satélite natural promete influenciar, de certa maneira, as dimensões da sombra projetada.

Equinócio de outono 
 Os equinócios e solstícios são conhecidos desde a Antiguidade e sempre foram celebrados por diversas culturas. Eles estão relacionados com o eixo da Terra: durante o equinócio de outono (ou de primavera, no Hemisfério Norte) a Terra recebe os raios do sol perfeitamente perpendiculares à superfície. Por este motivo, nesta sexta-feira, o dia e a noite terão a mesma quantidade de horas. Depois do evento, os dias começam a ficar mais curtos aqui no Hemisfério Sul, conforme vamos caminhando para o inverno, e mais longos no Hemisfério Norte, que se aproxima do verão.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/coincidencia-rarissima-de-tres-eventos-astronomicos-ocorre-amanha.html


terça-feira, 17 de março de 2015

Água no satélite Ganímedes de Júpiter

Satélite Ganímedes

 Cientistas que utilizam o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que o satélite Ganímedes, na órbita de Júpiter, possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo, elevando a probabilidade da presença de vida, afirmou a NASA.

A descoberta resolve um mistério relacionado ao maior satélite natural do Sistema Solar após a nave Galileo, já aposentada, ter fornecido pistas sobre a existência de um oceano abaixo da superfície de Ganímedes enquanto cumpria uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de seus satélites, entre 1995 e 2003.

Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético, embora o campo magnético de Ganímedes seja misturado ao campo magnético de Júpiter. Isso dá origem a uma interessante dinâmica visual, com a formação de duas faixas de auroras brilhantes nos pólos norte e sul de Ganímedes.

O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam.

Usando modelos gerados por computador, eles chegaram à conclusão que um oceano salgado, capaz de conduzir eletricidade abaixo da superfície do satélite se contrapunha à atração magnética de Júpiter.

"Júpiter é como um farol cujo campo magnético muda conforme a sua rotação. Isso influencia a aurora", explicou o geofísico Joachim Saur, da Universidade de Colônia, na Alemanha. "Com o oceano, a agitação fica significativamente reduzida."

Os cientistas testaram mais de 100 modelos simulados em computador para observar se qualquer outro elemento poderia ter impacto sobre a aurora de Ganímedes. Eles também reprocessaram sete horas de observações ultravioletas do telescópio Hubble e analisaram dados sobre ambos os cinturões de aurora do satélite.

O diretor da Divisão de Ciência Planetária da NASA, Jim Green, classificou a descoberta como "uma demonstração surpreendente".

"Eles desenvolveram uma nova abordagem para observar a parte interna de um corpo planetário com um telescópio", disse Green.

Ganímedes se junta agora a uma crescente lista de satélites localizados nas regiões mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície.

Recentemente, cientistas disseram que o satélite de Saturno, Encélado, possui correntes quentes de água abaixo de sua superfície gélida. Entre outros corpos ricos em água estão Europa e Callisto, também satélites naturais de Júpiter.

Fonte: http://resenha-on.blogspot.com.br/2015/03/nasa-confirma-oceano-em-satelite-de.html




segunda-feira, 2 de março de 2015

Buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol

Buraco negro 12 bilhões de vezes
maior que o Sol intriga cientistas

Existência de buraco negro muito maior que o Sol provoca dúvidas em cientistas
Astrônomos dizem ter descoberto um gigantesco buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol, mas seu tamanho desafia as teorias sobre como esses fenômenos cósmicos se expandem.

Segundo os cientistas, o novo buracro negro foi nomeado SDSS J0100+2802 se formou 900 milhões de anos após o "Big Bang", que teria dado origem ao universo.

Radiação energética
O extraordinário objeto se encontra no centro de um quasar, uma estrutura celeste que gera uma radiação energética um bilhão de vezes mais forte que o Sol.
O problema é que os astrônomos não conseguem explicar como um buraco negro desse tamanho se formou tão cedo na história cósmica, pouco depois do nascimento das estrelas e das galáxias.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional de cientistas da Universidade de Pequim, da China, do Instituto Carnegie, dos Estados Unidos, e da Universidade Nacional da Austrália.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150227_buraco_negro_lk?ocid=socialflow_facebook

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Motor que poderá nos levar a Marte

Motor que poderá nos levar a Marte
em apenas 42 horas é testado com sucesso

O respeitado cientista russo Vladímir Leónov realizou um teste de sucesso de um motor quântico experimental revolucionário, cujas características técnicas são muito superiores aos atuais propulsores de foguetes. Autor da teoria da superunificação, o cientista revelou seu propulsor quântico inovador de decolagem vertical, de apenas 54 kg de peso, que alcançou um impulso de 500 a 700 quilogramas-força, utilizando 1 kW de potência.

“O veículo decola verticalmente por meio de barras-guias, com uma aceleração de 10 a 12G. Esses testes são uma prova convincente de que a gravidade foi conquistada de forma experimental, provando a teoria da superunificação”, afirmou o especialista russo. Trata-se de uma façanha, se considerarmos que os propulsores modernos de foguetes chegam a um impulso de somente 0,1 quilogramas-força, usando uma potência de 1 kW. Isso significa que são 5 mil vezes inferiores ao motor quântico experimental, que é capaz de propulsionar uma nave espacial a 1000 km/s, contra os 18 km/s dos foguetes atuais.

“Um veículo dotado de um propulsor quântico poderia levar 42 horas para chegar a Marte e apenas 3,6 horas para alcançar a Lua”, ressaltou o cientista. Vladímir Leónov é conhecido por refutar a existência do bóson de Higgs e introduzir a noção de quantum do espaço-tempo.

Fonte: http://resenha-on.blogspot.com.br/2015/02/motor-que-podera-nos-levar-marte-em.html